A Travellerspoint blog

Nadi

overcast

NADI - PARTE I

Peguei o vôo da Air Pacific no aeroporto de Port Vila para Nadi, com escala em Fiji. Meu receio desde que saí do Brasil era o momento que eu fosse pegar esse vôo e pesassem minha mala, pois eles limitam a bagagem de mão em 7kg, e a minha tinha pouco mais de 8kg... Mas não sei porque, ele pesou e apareceu 5,6kg na balança! Claro que o peso real não é esse, mas vamos ver se tenho essa sorte quando pegar o vôo Nadi-Apia na sexta-feira..
O avião era um daquele pequenos com hélices nas asas (não entendo bulhufas de avião, mas posso até procura no google o modelo mais tarde), e apesar de bem pequeno, era bem confortável. Apesar de ter descido na escala e esperado quase duas horas para o vôo Suva-Nadi, o mesmo avião fez os dois trajetos (inclusive os mesmos comissários de bordo). O aeroporto de Suva, apesar de ser esta a capital, é minúsculo, um dos menores que já vi, pois o aeroporto internacional deles é o de Nadi, já que é onde fica o porto para as principais ilhas turísticas de Fiji.
Enquanto esperava meu vôo de conexão um americano veio falar comigo por eu estar com a camisa do Brasil, o cara entendia tudo de futebol, nunca vi um americano que gostasse de futebol assim. Ele estava com sua família, voltando de férias.
Chegando em Nadi, e depois de arrumar o relógio do celular (o fuso horário de Fiji é 15 horas para frente do Brasil), parti em busca da minha couchsurfer... Ela ficou de me encontrar na saída do desembarque, mas depois de meia hora sentado lá e nada dela aparecer, comecei a ficar preocupado... Aí caiu a ficha de que eu havia desembarcado no terminal doméstico enquanto ela esperava que eu viesse de Vanuatu direto... Dito e feito! Fui para lá e a encontrei no escritório de uma amiga, uma operadora turística. Esse era um tema que já me incomodava há tempos, pois todos os fijianos do couchsurfer que me responderam eram operadores de turismo, e isso além de perder um pouco da razão de ser da coisa, pode acabar fazendo com que paguemos mais por não ter como comparar preço. Mas decidi não esquentar a cabeça, vi os preços de hotel e transporte para Mana Island na internet, e se ela não tentasse cobrar mais caro, podia fazer com ela mesmo, ela me ajudava me hospedando em Nadi e eu a ajudava pra que ela ganhasse suas comissões. Ela fez, e fechei com ela.
Fomos pra sua casa, uma residência humilde mas aconchegante, e ela e o namorado dela foram muito atenciosos todo o tempo. Fizemos a cerimônia do Kava e jantamos duas vezes (a primeira normal e depois o namorado dela chegou trazendo um prato de comida típicas de Fiji). Também foi interessante quando o namorado dela chegou, ele trazia um saco com vários colchões de Fiji (feitos como se fosse com palha trançada), os quais ele presentearia o filho deles que fará aniversário em pouco tempo.
Após tomar kava algumas vezes eu já estava sonolento, mas não sei se por causa do kava, pois já passava das 11 da noite... Fui dormir então mas eles continuaram até as 3 da manhã tomando kava. Eu continuo afirmando que não tem efeito nenhum em mim, mas anyway.
No dia seguinte tomei café da manhã preparado por ela (nada "típico", apenas torradas e chá com leite), e no horário acertado a caminhonete passou para me pegar para me levar até onde eu tomaria o barco para meu próximo destino, Mana Island.

NADI - PARTE II

Voltando de Mana Island no dia 30, fiz um rápido tour pelo centro de Nadi (basicamente uma avenida principal). Fui até o templo hindu Murukan que fica no final da avenida (e assisti o ritual de oferenda feito por um casal), visitei o mercado da cidade e almocei em um restaurante indiano (maioria na região). Como acabei cedo o city tour, fui cedo para o aeroporto para esperar o vôo para Apia, com horário previsto para 20h50

Posted by parejo 14:33 Archived in Fiji Tagged fiji nadi Comments (0)

Port Vila

sunny

Após fazer a imigração, embarquei no avião da Air Pacific no horário previsto (aprenda LAN) rumo à Port Vila, capital de Vanuatu. O avião estava bem vazio, de fato o vôo mais vazio que já tomei, acredito que no Brasil o teriam cancelado e empurrado os passageiros para outro vôo. Os comissários eram bem simpático, e o serviço de bordo bom (haviam passado oferecendo bebida e um saquinho de batatas fritas, e após eu me condicionar psicologicamente que aquele seria meu jantar, eles voltam trazendo um prato quente de verdade e descubro que era apenas entrada).
Cheguei em Port Vila pouco mais de 11 da noite, passei pela imigração tranquilamente (aqui eles pedem somente que você mostre o bilhete de saída do país, inclusive checaram se eu tinha no momento do checkin), e devido ao horário, tive que tomar um taxi até o hostel, que custou 3000 Vatu (~60 reais). Cheguei no hostel em menos de meia hora, em um lugar paradisíaco, a beira-mar... E com wifi grátis!
No dia seguinte, acordei 5:30 da manhã (isto acontece todos os dias, acordo sempre por volta desse horário e às 7 e meia da noite já estou com sono, vamos ver quanto tempo o relógio biológico resiste ao fuso horário de 13 horas pra frente do horário de Brasilia), e saí do hotel por volta das 8h com Victor, um boliviano que estava hospedado nesse mesmo hostel. Fomos ao centro da cidade trocar dinheiro e dar uma volta (rodei praticamente TODAS as lojas de Port Vila procurando a camiseta da seleção nacional de futebol, mas infelizmente este item ficará em falta na minha coleção)... Fomos com as vans locais, aqui elas não possuem um roteiro definido, você pergunta ao motorista se ele vai praquele lugar e ele diz se sim ou não e você entra... O preço padrão é de 150 vatu, mas sempre tem aquele que tenta tirar uma casquinha dos turistas (vide minhas duas experiências na continuação deste relato).
O povo da cidade é extremamente simpático e atencioso, todos te cumprimentam na rua, e é curioso porque além dos dialetos tribais e do idioma padrão da ilha (bismarna), alguns falam inglês, outros francês, um grupo não fala nenhum dos dois (mas tentam dar uma arranhada em algum pra falar com você) e um grupo pequeno fala os dois (geralmente pessoas ligadas ao turismo). Então sempre que entrava em loja, puxava conversa com alguém ou até para falar com crianças na rua, a primeira pergunta era "english or french?"... Eles sempre estão dispostos a ajudar, e sem querer gorjeta (não existe costume de dar gorjeta no país, assim como pechinchar é ofensivo).
Depois de uma volta no centro, com um mapa da ilha em mãos, fomos para vila cultural de Ekasup.. Chegando lá, não havia ninguém na parte da apresentação, pois já tinha acabado a apresentação daquela manhã, e então fomos adentrando no mato pelas trilhas da vila... Encontramos então os "protagonistas" da apresentação cultural... As casas onde eles ficam são realmente no mesmo estilo das que estão na parte turística da vila, mas estas são feitas parte com palha e o material original, parte com telhas pela praticidade. Cruzamos a pequena vila e cumprimentamos as pessoas ali (que vestiam roupas normais como as nossas), e vimos do outro lado um porco preso em uma pequena jaula feita de com galhos (a jaula era do exato tamanho do porco)... Decidimos então voltar àquela vila para algumas fotos já que perdemos a apresentação, perguntei então a um deles se podíamos bater fotos, e ele disse que precisaria falar com o chefe da vila... O chefe então veio falar conosco, e educadamente disse que não podíamos bater fotos, que se quiséssemos deveríamos voltar no horário das apresentações... Fomos então andando de Eksup para Erakur, uma vila próxima onde havia praia. Em frente a praia havia uma escola com um campo de futebol onde as crianças jogavam futebol, e então fomos nadar. Na água haviam serpentes muito grandes, grossas e com metros de comprimento... As crianças disseram que elas são inofensivas, mas claro que isso desanimou um pouco o mergulho... Isso e descobrir que meu relógio que eu havia comprado há 2 semanas nos EUA não era a prova d'água da pior maneira possível...
De volta à cidade almoçamos no mercado central... Um lugar fantástico, as mulheres usando as roupas tradicionais do país e vendendo todo tipo de frutas, legumes e plantas, de todas as cores e tamanhos... Comemos em uma das barracas, almocei um guisado de carne com curry com alguns legumes locais (incluindo uma cenoura branca) e tomei suco de côco com curry.
No dia seguinte, fiz o round trip pela ilha com a agência Atmosphere, que me buscaram e deixaram no hotel. No nosso grupo havia eu, um casal de franceses, e três australianos. O motorista então fazia o trabalho de guia em inglês para os australianos, e o guia ficou com o casal e comigo, falando em francês. Neste tour, passamos pela vila cultural de Iarofa, onde teve desde um guerreiro assustando o grupo aparecendo no meio do nada até dança em cima de brasas... Depois fomos para Blue Lagoon, onde a água é de um azul indescritível, e passamos no meio da Eton Village, que me confortou em saber que a vila cultural não é apenas algo turístico, mas que muitas pessoas ainda moram e vivem naquele estilo (claro que algumas técnicas, utensílios, etc mudaram com o contato com o mundo ocidental, e pelo menos na ilha de Efate usam roupas como as nossas)... Passamos então pela vila Pang Pang (que tem esse curioso nome pelas instruções dadas aos habitantes de lá durante a II Guerra Mundial, que receberam armas e foram instruídos que "ao ver japoneses, Bang! Bang!" fazendo sinal de arma com a mão... O almoço foi de comida típica melanésia, com direito a frango, carne, saladas, etc... E depois o "museu da II guerra", onde Ernest, um senhor muito divertido mostra sua coleção de artefatos da guerra que ele recolheu nos últimos 40 anos, e a sua coleção de garrafas de coca-cola que era consumida pelos soldados americanos que lá estavam (e que segundo ele continha cocaína para deixar os soldados sempre ligados). Depois fomos para Havannah harbour, onde havia um picnic de estudantes locais que se despediam para sair de férias.
Terminado o passeio fui até o centro para encontrar o boliviano como combinamos e irmos para o fire dance, mas o cidadão não apareceu e fui sozinho. O fire dance era no beach bar, em frente ao lugar de onde sai o barco para Hideaway Island, a 15 minutos da cidade. Enquanto esperava o show começar do lado de fora (o bar estava lotado), conheci um vanuatuano muito gente boa chamado Sam, que me ofereceu até sua casa em minha próxima visita à Vanuatu. O show foi bem interessante, apesar de que seria melhor se as músicas utilizadas na performance fossem locais e não americanas, mas vamos ver a fire dance de Samoa... Ah, ia esquecendo de mencionar que enquanto batia fotos, não vi que na dança eles giravam uma espécie de corda e que voava fogo para todo lado, inclusive para o meu atingindo meu pescoço, mas nada grave, estou aqui vivo escrevendo...
Na hora de ir embora já era noite (mas você se sente seguro em andar por lá mesmo à noite), fui com o Sam até a estrada principal onde passou a van que me levaria para o hotel. É bem interessante observar o teto das vans, muitas têm o teto uma espécie de acolchoado com uns pinos, parecendo aqueles de sofá. Quando chegamos na rua que dava acesso ao meu hotel, entreguei uma nota de mil vatu ao motorista, e o espertão disse que "estava tudo certo". Claro que não aceitei e disse que sabia qual era o preço, que já tinha ido pra lá várias vezes e que o preço era 200 vatu, então o motorista no começo tentou argumentar mas depois se desculpou e disse que tinha confundido a nota de 1000, com uma de 200, mas que não tinha troco... Então fomos até um mercado do lado onde pedi para as senhoras, sempre simpáticas, se podiam trocar meu dinheiro. Elas disseram que não tinham troco, aí uma delas simplesmente pagou minha passagem ao motorista!
No dia seguinte fomos (o boliviano reapareceu na história) as cascadas Mele, onde o que eu não acreditava que fosse acontecer aconteceu, encontrei um brasileiro! Depois das cascadas fomos para Hideaway Island, tomando um barco. Fiz snorkel nessa ilha, a visibilidade era impressionante, e os peixes, de vários tamanhos e cores, espécies que eu nunca tinha visto antes... E nesse lugar fica a única caixa de correio embaixo d'água do mundo, onde você pode colocar seu cartão postal pra qualquer lugar do mundo (um a prova d'água vendido lá, é claro). Voltando da ilha começou a chover, e nos escondemos em uma cabana em frente ap beach bar, então um motorista de uma van que ali estava perguntou se íamos ao centro e se ofereceu para levarnos. Entrando na van, perguntei o preço, e ele pediu 300 vatu, mais uma vez não aceitei e saímos da van. Na mesma hora parou outra van e entramos nela, perguntamos o preço e o motorista disse 150 vatu, mas quando íamos sair o motorista daquela outra van falou com esse motorista no idioma deles, não entendi nada, somente "300" (o idioma deles possui várias palavras tiradas do inglês), e o motorista então, sem graça, disse que teríamos que pagar 300, e o outro motorista fez questão de ir lá abrir a porta e falar para descermos, e ainda disse que 150 vatu é preço para locais. Naquela hora falei um monte, que nem todos podem carregar a fama do povo de Vanuatu de pessoas honestas, que sempre tem os que se aproveitam de estrangeiros, o cara xingando do outro lado, e dissemos que não tinha problema andar pra pegar a van na estrada, pois preferiria andar e faze negócio com gente honesta. Dito e feito, paramos a primeira van, e por 150 vatu estávamos no centro. Fomos então no mercado central para comer o prato mais tradicional de Vanuatu, o lap-lap, uma massa feita com leite de côco e mandioca com uma asa de frango "cravado", e enrolado com folha de bananeira. Gostoso no começo, mas enjoativo, demos o que sobrou para um garotinho que estava lá e voltamos para o hotel.
No dia seguinte, logo pela manhã fui para para o aeroporto para seguir viagem a Fiji, e como despedida do país no rádio da van tocou "nossa, nossa, assim você me mata..."

Posted by parejo 21:11 Archived in Vanuatu Tagged port vanuatu vila efate Comments (0)

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